Valores reais da contratação superaram estimativas iniciais da imprensa
A contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo envolveu custos muito superiores aos divulgados inicialmente pela mídia esportiva. Segundo revelação do jornalista Jorge Nicola, o clube rubro-negro investiu R$ 315 milhões na operação que trouxe o meio-campista de volta ao Brasil.
O West Ham havia anunciado o recebimento de 42 milhões de euros pela transferência, equivalentes a aproximadamente R$ 260 milhões na cotação do início de 2026. Entretanto, esses números não contemplavam todos os encargos envolvidos na transação.
Custos adicionais elevaram investimento em R$ 55 milhões
Durante programa no “Canal do Nicola”, o especialista em mercado da bola detalhou que impostos, comissões de intermediação e luvas fizeram o valor total alcançar 53,8 milhões de euros. Essa diferença representa R$ 55 milhões a mais do que os valores inicialmente reportados.
A operação que repatriou Lucas Paquetá estabeleceu um novo recorde como a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. O jogador assinou contrato com o Mengão até 2030 e já disputou 20 partidas, marcando sete gols em sua temporada de estreia.
Flamengo registra gastos recordes no primeiro trimestre
O balanço oficial do Flamengo referente aos três primeiros meses de 2026 apresentou números sem precedentes na história do clube. Os gastos totais atingiram R$ 469 milhões apenas no primeiro trimestre, conforme destacou Jorge Nicola.
Além de Lucas Paquetá, o clube carioca investiu em outros dois reforços significativos: o zagueiro Vitão, adquirido do Internacional por R$ 81,5 milhões, e o goleiro Andrew, contratado do Gil Vicente por R$ 34,7 milhões.

Vendas não compensaram investimentos realizados
As negociações de saída geraram apenas R$ 47 milhões aos cofres flamenguistas durante o mesmo período. Entre os atletas comercializados estavam Juninho (transferido para o Pumas), Victor Hugo (negociado com o Atlético-MG) e Iago Teodoro (vendido ao Orlando City).
Apesar da receita total trimestral ter crescido 35% em comparação ao mesmo período de 2025, alcançando R$ 383 milhões, o clube apresentou um déficit de R$ 64 milhões no balanço dos primeiros três meses do ano.
