Figurinhas da Copa movimentam bancas de jornal em São Paulo
O interesse pelas figurinhas da Copa do Mundo tem proporcionado uma significativa recuperação nas vendas das bancas de jornal paulistanas. Com pouco mais de um mês para o início do Mundial, a tradição de colecionar os cartões dos jogadores volta a movimentar o comércio de rua.
Na região da Ana Rosa, zona sul de São Paulo, os jornaleiros celebram o aumento no faturamento. Guilherme Campanelli, proprietário da Banca Estela, revela números impressionantes desde que recebeu os produtos da Panini no dia 30 de abril.
“Está saindo uma média legal. O álbum vende uma média de uns 20 por dia e as figurinhas não dá pra calcular. A média de faturamento é de R$ 10 a R$ 16 mil por dia”, conta Campanelli.
Concorrência digital afeta desempenho comparativo
Apesar dos bons números atuais, os comerciantes reconhecem uma queda em relação à Copa do Catar, realizada em 2022. Juscelino Lima, da Banca Eça de Queiroz, também localizada na Ana Rosa, explica as diferenças entre os dois períodos.
“Agora, nessa época está bombando as vendas. Hoje consigo faturar R$ 10 mil por dia”, afirma Lima. Contudo, ele admite uma redução significativa: “Caiu 50%. Na última Copa eu vendia em média umas cinco caixas todos os dias. Agora, no primeiro dia eu vendi três caixas, aí foi caindo. Agora em média eu estou vendendo uma caixa por dia”.
O jornaleiro identifica os fatores responsáveis por essa diminuição: “Na Copa passada eu vendia mais porque não tinha tanta concorrência. Agora tem a internet e muitos pontos de vendas em shoppings e até o Mc Donald’s, que é fora da categoria nossa”.
Público fiel mantém esperança dos comerciantes
Mesmo diante da concorrência ampliada, Campanelli mantém otimismo graças à fidelidade de seus clientes. “A maioria são estudantes que estão no colégio aqui perto. Eu não senti tanta diferença assim em relação à internet e aos outros meios. Espero que as vendas continuem também durante a Copa”, finaliza.
Para Lima, a estratégia é clara: aproveitar ao máximo este período favorável. “Tem que aproveitar esses 30 dias e depois já era”, resume o comerciante, ciente da sazonalidade do negócio.
A expectativa pelo hexacampeonato brasileiro continua alimentando a paixão nacional pelas figurinhas, transformando adultos em crianças na busca pelos cartões dos craques que defendem a amarelinha.