Entidade máxima do futebol mundial monitora surto que já causou 131 mortes no país africano
A Fifa mantém vigilância constante sobre o surto de ebola que atinge a República Democrática do Congo, país que conquistou sua vaga na Copa do Mundo de 2026 depois de mais de cinco décadas fora do torneio mundial.
Os números divulgados pelas autoridades sanitárias congolesas são alarmantes: 131 óbitos confirmados, 516 casos sob investigação e 33 casos já confirmados da doença. O cenário levou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), a declarar o surto da cepa Bundibugyo como emergência de saúde pública internacional.
Histórico preocupante da doença no país
Este não representa o primeiro episódio devastador de ebola em território congolês. No período compreendido entre 2018 e 2020, o país registrou aproximadamente 2.300 mortes causadas pelo vírus na região oriental.
A transmissão do ebola ocorre através do contato direto com fluidos corporais de indivíduos ou animais contaminados, apresentando taxa de mortalidade de aproximadamente 50%, segundo dados da OMS.
Seleção congolesa participará normalmente do Mundial
Apesar da grave situação sanitária, a República Democrática do Congo manterá sua participação no torneio mundial. A equipe africana integra o Grupo K juntamente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão, após conquistar a classificação histórica depois de 52 anos de ausência.
Os Estados Unidos, país anfitrião do Mundial ao lado de México e Canadá, concederá exceção às restrições sanitárias exclusivamente para a delegação da seleção congolesa. Entretanto, torcedores da RD Congo não receberão autorização para acompanhar presencialmente o maior evento futebolístico mundial.
Posicionamento oficial da entidade
Em comunicado oficial, a Fifa demonstrou estar acompanhando atentamente os desdobramentos da situação e reforçou o compromisso com a segurança sanitária:
“A FIFA está ciente e monitorando a situação relacionada a um surto de Ebola e está em estreita comunicação com a Associação de Futebol da RDC do Congo para garantir que a equipe esteja ciente de todas as orientações médicas e de segurança. A FIFA continua trabalhando com os governos dos três países anfitriões da Copa do Mundo FIFA 2026, incluindo o Departamento de Estado dos EUA, o CDC e o Departamento de Segurança Interna, a Secretaria de Saúde do México e a Agência de Saúde Pública do Canadá, bem como com a Organização Mundial da Saúde, para garantir um torneio seguro e protegido, já que a saúde de todos os envolvidos continua sendo prioridade da FIFA.”