Leonardo Jardim assume escolha tática controversa no empate com o Vasco
Em preparação para o confronto decisivo pela Libertadores contra o Independiente Medellín, marcado para quinta-feira às 21h30, o Flamengo busca corrigir os erros que custaram pontos importantes no clássico carioca.
Estratégia tática gerou debate após empate no clássico
O comandante Leonardo Jardim não fugiu das críticas e assumiu publicamente que sua escolha tática no duelo contra o Vasco gerou controvérsia. O rubro-negro desperdiçou uma vantagem de 2 a 0 e permitiu o empate cruzmaltino nos 15 minutos finais da partida.
A opção por escalar quatro atacantes simultaneamente comprometeu a organização do meio-campo flamenguista. Luiz Araújo, quando recuado para função de criação, não conseguiu render em seu melhor nível, deixando o time sem articulação ofensiva adequada.
Treinador explica filosofia tática controversa
“Já fizemos essa opção. Em Cusco, jogamos com Paquetá, Nico e Evertton. O que acontece: muitas vezes, quando se joga com três volantes, os pontas têm que ser jogadores mais agudos, com entrada na área e capacidade de finalização. Senão, fica um jogo muito circulado e pouco na zona central. Gosto que os jogadores entrem na área. As equipes grandes têm esse volume de jogo. Não gosto de ter três volantes, porque precisaria de pontas mais diferentes, mais como o Bruno”, declarou o técnico do Flamengo.
Ausência de Arrascaeta pesa no rendimento
O Mengão sente intensamente a falta do meia uruguaio Arrascaeta, peça fundamental no esquema tático da equipe. Sua ausência tem impactado diretamente na capacidade criativa do time, forçando ajustes que nem sempre resultam em melhor desempenho coletivo.
Com o desafio colombiano se aproximando, a comissão técnica trabalha para encontrar soluções que mantenham o poder ofensivo sem comprometer a solidez defensiva que permitiu ao adversário buscar o empate na reta final.
