Jovem atacante do Real Madrid falou à Revista Placar sobre pressão individual e necessidade de trabalho coletivo para conquistar a Copa do Mundo
O atacante Endrick adotou um discurso de humildade e coletividade ao ser questionado sobre a possibilidade de se tornar o protagonista da Seleção Brasileira na próxima Copa do Mundo. Em entrevista à Revista Placar, o jovem jogador do Real Madrid rechaçou qualquer expectativa de carregar sozinho o peso do hexa.
Disputa acirrada por vagas na Seleção
O atacante reconheceu a intensa competição que enfrenta para garantir sua presença entre os convocados. “Eu acho que tem duas vagas dentro dos 26 jogadores. E eu estou lutando por uma vaga na seleção brasileira”, afirmou Endrick.
O jogador citou outros companheiros de geração que também brigam por espaço no grupo de Dorival Júnior: “Acho que não só eu, mas comigo, o Thiago, o João Pedro e o Charlles. Vários jogadores também, outros atletas do Brasil. Mas eu vou seguir lutando até o final, fazer o que for preciso para, se Deus quiser, estar lá”.
Filosofia coletiva para o sucesso
Quando confrontado diretamente sobre ser “o cara do hexa“, Endrick foi categórico em sua resposta. “Essa coisa de ser o cara do Eksa, eu acho que não é visto assim”, declarou o atacante, demonstrando maturidade apesar da pouca idade.
Para o jovem atleta, o caminho para o título mundial passa obrigatoriamente pela união do grupo. “Eu acho que o bom é a gente formar uma família, formar uma seleção dentro da seleção brasileira. Para a gente levar não só os jogadores, mas como toda a nação para dentro”, explicou.
O atacante fez questão de mencionar outros craques da equipe, evitando concentrar expectativas em uma única figura: “De não somente nas costas o Duvine, que é um grande jogador. E eu acho que se a gente ir cada vez mais unidos, junto com a seleção, eu acho que isso vai ser a melhor coisa e vai ser um jogador a mais para todos os jogadores”.
Lição sobre protagonismo coletivo
Endrick demonstrou compreensão sobre a dinâmica do futebol de alto nível ao explicar suas convicções sobre trabalho em equipe. “Seja quem for o cara do Eksa, eu acho que não vai ser somente um cara, uma pessoa. Acho que vai ser um grupo, vai ser uma família”.
O jogador foi além e contextualizou historicamente suas declarações: “Eu acho que sempre foi assim, acho que nunca um jogador ganhou um campeonato sozinho. Um jogador claramente pode ganhar um jogo sozinho, mas num campeonato. Acho que isso é bem claro”.
“Você jogar sozinho, você não fazer as coisas pelo seu time. Não vai ganhar. Então acho que realmente tem que ser um jogo coletivo, uma família realmente”, completou o atacante, reforçando sua filosofia de jogo.
Divisão de responsabilidades
Apesar de defender o coletivo, Endrick não ignorou que alguns jogadores naturalmente assumem mais responsabilidades dentro de campo. “Claramente que a gente vai ter jogadores com mais responsabilidade, mas não pode ser somente toda a pressão em cima de um jogador”.
O jovem atacante propôs uma distribuição mais equilibrada do peso da camisa amarelinha: “Acho que cada jogador tem que tomar um pouco da responsabilidade para levar o Brasil, levar todo mundo junto. E se Deus quiser, poder ganhar a Copa do Mundo”.
Para finalizar, Endrick reiterou sua visão sobre a conquista de títulos: “É igual eu falei, não vai ser só um jogador que vai ter ganho a Copa do Mundo. Vai ser todos os jogadores, juntamente com os jogadores de toda a nação”.