Nova regra combate atos discriminatórios no futebol mundial
A FIFA estabeleceu uma medida rigorosa contra comportamentos discriminatórios dentro de campo. A partir de agora, atletas que cobrirem a boca enquanto proferem ofensas preconceituosas receberão cartão vermelho de forma imediata.
A decisão surgiu após o episódio envolvendo Gianluca Prestianni, meio-campista do Benfica que foi suspenso por seis partidas pela UEFA. O jogador argentino dirigiu palavras racistas contra Vini Jr, do Real Madrid, durante partida da Champions League, utilizando a mão para esconder suas ofensas.
Aprovação unânime das novas medidas
Durante encontro especial em Vancouver, Canadá, nesta terça-feira, a International Football Association Board (Ifab) aprovou por unanimidade duas propostas apresentadas pela FIFA. As alterações regulamentares representam medidas emergenciais contra práticas discriminatórias consideradas inaceitáveis no esporte e na sociedade.
A segunda mudança aprovada visa coibir o abandono de campo por parte dos jogadores. Segundo a nova norma, árbitros poderão aplicar cartão vermelho a qualquer atleta que deixe o gramado em protesto contra decisões da arbitragem, mediante critério da organização da competição.
Punições para membros da comissão técnica
“A critério da organização da competição, o árbitro poderá punir com cartão vermelho qualquer jogador que abandone o campo em protesto contra uma decisão do árbitro. Esta nova regra também se aplicará a qualquer membro da comissão técnica que incite os jogadores a abandonar o campo”, informou a FIFA.
O regulamento também estabelece que equipes responsáveis pelo abandono definitivo de uma partida, em princípio, perderão o confronto por WO (walkover).
Precedente na Copa Africana das Nações
A medida foi influenciada pelo ocorrido na final da Copa Africana das Nações, quando a seleção de Senegal abandonou temporariamente o campo diante de Marrocos após contestar uma penalidade marcada. A equipe senegalesa posteriormente retornou e conquistou o título na prorrogação.
As novas diretrizes regulamentares serão comunicadas às 48 seleções participantes da Copa do Mundo do Canadá, Estados Unidos e México nas próximas semanas, visando garantir uma competição “limpa” durante o torneio.