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Endrick revela por que não deseja que filho seja jogador: ‘Futebol não é lugar agradável’

Por mvcoltro@gmail.com

Endrick vive expectativa de ser convocado por Ancelotti para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo

Atacante abre o coração sobre paternidade e ambiente do futebol profissional

O jovem atacante Endrick surpreendeu ao revelar uma perspectiva pouco comum entre jogadores profissionais. Em entrevista ao jornal The Guardian, o brasileiro de 19 anos foi categórico sobre seus planos para o futuro do filho que está a caminho.

“Espero que ele ou ela se torne uma grande pessoa, um grande ser humano. E que me veja fora de campo como uma pessoa normal, não como Endrick, o jogador de futebol. O futebol não é um lugar agradável. É um ambiente muito difícil. Espero que ele ou ela se torne um advogado, um médico ou qualquer outra coisa, e que possa ser feliz em seu próprio mundo”, declarou.

Recuperação após momento difícil no Real Madrid

A declaração acontece justamente quando Endrick vive um momento de reconstrução profissional. Depois de perder protagonismo no Real Madrid, o empréstimo ao Lyon tem se mostrado fundamental para sua carreira. No clube francês, conseguiu retomar a sequência de jogos e participações diretas em gols.

O atacante relembrou um período particularmente desafiador antes do amistoso contra a Croácia, em março. “Foi uma noite de dúvidas e um senso de urgência, eu sabia que poderia ser minha última chance. Rezei muito. Sabia que aquele dia poderia ser um ponto de virada para mim”, confessou.

“Joguei bem, uma das minhas melhores atuações. Consegui me livrar daqueles pensamentos negativos, daquele senso de urgência, daquela pressão para jogar bem, de que poderia ser minha última chance. Isso me ajudou a tirar o peso dos meus ombros porque eu sabia que precisava jogar bem para chegar à Copa do Mundo“, completou.

Apoio fundamental de companheiros no Real Madrid

Durante sua adaptação ao clube espanhol, Endrick destacou o papel crucial de alguns companheiros, especialmente Jude Bellingham. “Bellingham foi muito importante para mim. Ele me fez sentir bem-vindo ao clube. Eu não falava inglês muito bem, mas ele conversou comigo, tentou falar um pouco de espanhol, esteve ao meu lado e me deu conselhos”, revelou.

“Isso realmente teve um impacto em mim. Eu tinha uma certa impressão dele antes de chegar, mas ele era completamente diferente. Ele é um jogador incrível e uma pessoa incrível também, especialmente quando se trata de amizade. Isso foi o que mais me impressionou nele”, acrescentou o brasileiro.

Luka Modric também recebeu elogios especiais. “Foi o jogador que mais me impressionou no Real Madrid. Ele é um cara que me ensinou muito no meu primeiro ano. Foi uma verdadeira aula de futebol. Ele tinha 40 anos e era muito forte. Treinava todos os dias”, disse Endrick.

“Quando não estava jogando, ia para o clube treinar, fazendo seus próprios treinos extras. O jeito que ele joga é incrível. Ele sempre me dava dicas, me dizendo o que eu deveria fazer em campo. Isso me ajudou muito. Ele foi um dos caras mais incríveis que já conheci no futebol”, completou.

Foco total na convocação para a Copa do Mundo

Apesar da melhora no Lyon, a vaga na Copa do Mundo ainda não está garantida. O atacante mantém os pés no chão sobre suas chances de integrar a seleção comandada por Carlo Ancelotti.

“Meu primeiro desejo é jogar a Copa do Mundo. Preciso estar lá. Esse é o meu primeiro pensamento. Antes de pensar no título, preciso fazer bem o meu trabalho no Lyon. Estou focado aqui. Preciso jogar bem nessas partidas restantes para garantir minha vaga”, afirmou.

“Meu sonho é jogar a Copa do Mundo e ajudar meu país. Darei o meu melhor para ajudar o Brasil”, concluiu o jovem atacante, que demonstra maturidade tanto dentro quanto fora dos gramados.

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O jogador também mencionou mudanças em sua postura em relação às críticas e redes sociais, aprendendo a se blindar para melhorar o rendimento em campo. Entre evolução técnica e amadurecimento pessoal, Endrick mostra uma visão crítica sobre o mundo do futebol profissional.